Dr Lorenzo Gavazza

O herpes é uma infecção extremamente comum no mundo. Muitas vezes, o diagnóstico pode causar estigma, desconforto e preocupação mas, felizmente, com a avaliação e o acompanhamento médico adequado, esse cenário pode mudar completamente e ser resolvido. O Infectologista é o médico recomendado para este tratamento.

Dr. Lorenzo Gavazza é médico infectologista, especializado pela Universidade Federal do Espírito Santo e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia. Preceptor e membro do corpo clínico do Hospital das Clínicas de Vitória e da Rede Meridional. Com uma robusta experiência e altíssima taxa de sucesso em seus tratamentos.

Atende em seu consultório próprio, onde oferece um atendimento personalizado e privativo de qualidade, com consultas completas e sem pressa, diferente do que infelizmente vemos acontecer nas consultas corridas de planos de saúde.

Em seu consultório existe disponibilidade e flexibilização de horários, de forma que os pacientes podem conseguir consultas, por vezes, até para o mesmo dia – conforme a urgência do paciente – pois ele sabe da importância de avaliação precoce e o quanto o paciente pode ficar preocupado até ser bem avaliado.
Além disso, oferece acompanhamento com acesso direto por mensagem durante todo o tratamento, para tirar dúvidas e pedir orientações, garantindo toda a segurança que o paciente necessita até completar seu tratamento.

Temos muito orgulho de nossas avaliações no google e da satisfação de todos os nossos pacientes.

“Como infectologista, recebo diariamente pacientes que buscam clareza sobre o tema. Conhecer e entender a doença é o primeiro passo para retomar o controle de seu bem-estar e a qualidade de vida.

Espero que esse artigo lhes seja útil para aprender as coisas mais importantes sobre essas doenças e, se for o caso, nos vemos em consulta para resolvermos de vez o seu caso”.

O que é o herpes?

O herpes é uma infecção causada por um vírus da família Herpesviridae. É um tipo de vírus que, após entrar no corpo, permanece no organismo de forma “adormecida” em nervos, podendo ficar a vida inteira no corpo sem gerar problema algum. Porém, em alguns casos, o vírus pode “acordar” de tempos em tempos, causando as lesões características, que podem ser muito chatas.

Os tipos de vírus: HSV-1 e HSV-2

Existem dois tipos principais de vírus envolvidos nas manifestações clássicas da Herpes:

  1. HSV-1 (Herpes Simplex 1): É o tipo historicamente associado à herpes labial. No entanto, devido a mudanças nos hábitos sexuais, ele também pode causar a herpes genital.
  2. HSV-2 (Herpes Simplex 2): É o tipo classicamente associado à herpes genital.

Embora tenham preferências por regiões determinadas regiões, ambos podem infectar diferentes partes do corpo.

Formas de transmissão: como o vírus chega até você?

O herpes é altamente contagioso, principalmente quando se está com as lesões ativas. Mas para isso, é necessário contato direto com a pele ou mucosas de alguém que esteja eliminando o vírus, ou seja, uma pessoa infectada que esteja transmitindo o vírus.

  • Contato direto: Pode se dar através de beijo, relação sexual (com ou sem penetração, inclusive oral) e contato pele com pele.
  • Períodos assintomáticos: O vírus pode ser transmitido mesmo quando não existem feridas visíveis, inclusive em pessoas que nem sabem quem têm o vírus. Isso ocorre devido à chamada “excreção viral assintomática”.
  • Compartilhamento de objetos: Menos comum, mas associadoo a objetos de uso íntimo, como giletes, pinças, esmaltes etc.

Obs.: É importante definir que a herpes genital é classificada como uma infecção sexualmente transmissível (IST) e seu contágio está associado a exposição de risco sem preservativo (ou com preservativo mal utilizado).

Atenção: Se você está gestante e é portadora de herpes genital, é muito importante buscar atendimento de sua ginecologista ou de seu infectologista de confiança, para que os adequados cuidados sejam tomados de forma a evitar a transmissão para o bebê.

Fatores de risco e “gatilhos” para surgimento de lesões

O vírus se ativa e replica quando se encontra em contexto favorável do organismo para se multiplicar. Quando seu sistema imunológico está sobrecarregado ou danificado, mesmo que transitoriamente, as chances de uma crise aumentam bastante.

Dentre muitos, podemos citar como principais gatilhos para o aparecimento das lesões:

  • Estresse emocional intenso/agudo ou quadros crônicos persistentes.
  • Exposição solar excessiva (muito comum para a herpes labial), sobretudo se associada a desidratação.
  • Febre ou doenças virais recentes sendo que, se foi necessário uso de antibiótico, o risco é ainda maior.
  • Oscilações hormonais (como no período pré-menstrual e menstrual): causa comum de quadros mensais no mesmo período.
  • Imunossupressão (uso de medicamentos específicos, infecções sexualmente transmissíveis, doenças crônicas ou doenças que baixam a imunidade de forma estrutural).
  • Trauma local ou atrito na região genital.
gatilhos para herpes
Principais “gatilhos” para surgir lesões

Como identificar que se trata de um quadro de Herpes?

As lesões costumam seguir um padrão de acometimento e recorrência. Geralmente acometem os mesmos lugares e de forma semelhante. Identificar os sinais precoces pode ajudar na eficácia do tratamento.

Os sintomas comuns incluem:

  1. Pródromos: Sensação de formigamento, ardência ou coceira no local horas antes do aparecimento de qualquer lesão visível – sintomas que costumam se manter nas etapas seguintes com o surgimento das lesões.
  2. Máculas e vesículas: Surgimento de manchas vermelhas com ou sem pequenas bolhas agrupadas, com líquido transparente dentro da bolha, sobre uma base avermelhada. Mas pode apresentar apenas úlceras dolorosas com características específicas.
  3. Rompimento: As bolhas tendem a se romper, formando feridas úmidas e dolorosas (este é o período de alta transmissibilidade).
  4. Cicatrização: Formação de uma crosta (“casquinha”) até a pele se recuperar totalmente.

A herpes genital tende a apresentar quadros mais dolorosos e incômodos e é de mais difícil controle. Pode apresentar sintomas diferentes como incômodo e dor ao urinar, dor nas pernas ou aumento dos linfonodos (“ínguas”) na região da virilha, conforme local de acometimento.

Lesão herpes em lábio
Lesão Herpética em lábio inferior

Quais complicações a herpes pode causar? (Além do incômodo e lesões dolorosas chatas/recorrentes)

  1. Infecções bacterianas secundárias (Bactérias podem entrar na porta aberta que as feridas deixam e causar outras infecções);
  2.  Lesões com úlceras extensas – Sobretudo se a pessoa for imunossuprimida;
  3. Dificuldade para urinar;
  4. Herpes ocular – pode dar quadros graves de ceratite e até perda de visão;
  5. Inflamação do cérebro (mais rara) – Conhecida como “Meningoencefalite herpética”, pode acometer o cérebro e dar quadros graves;
  6. Maior risco de transmissão do HIV em presença de feridas genitais – região com lesões é associada a maior transmissão de ISTs, sobretudo o HIV.

O tratamento: existe cura? Existe controle?

Hoje sabemos que, uma vez infectado, não é possível que haja cura ou eliminação do vírus do corpo do paciente. Mas existe solução e controle do vírus, fazendo com que ele pare, cada vez mais, de se manifestar e a pessoa tenha uma vida completamente normal.


O objetivo do tratamento médico não é “eliminar” o vírus do corpo, mas sim:

  • Reduzir a duração dos episódios de dor.
  • Diminuir a frequência das recorrências.
  • Prevenir a transmissão para parceiros ou familiares.

O uso de medicamentos antivirais é a base do tratamento. Eles são muito eficazes quando iniciados logo nos primeiros sinais (na fase do formigamento). Mas o tipo de antiviral, seja pomada ou comprimido, e a dose específica vai variar conforme o tipo de lesão, a localização, o paciente e o momento do tratamento.

Por exemplo: não se deve usar aciclovir pomada para lesões de herpes genital, pois não terá eficácia.

Em casos de recorrências frequentes, após falha em diversas medidas, pode ser adotados ciclos de terapia supressiva, onde o paciente pode vir a tomar antivirais de forma contínua para conter o vírus e impedir a replicação, até controlar os demais fatores. Mas isso deve ser feito apenas em caráter de exceção, indicado por infectologista e com acompanhamento rigoroso próximo para que se minimize qualquer efeito colateral do uso prolongado do remédio e que se defina quando parar a medicação.

A importância de avaliação e acompanhamento médico especializado

Quando a pessoa faz seu diagnóstico e se trata por conta própria, isso costuma falhar e gerar frustração. Com isso, ela pode perder oportunidades de tratar adequadamente e reduzir recorrências. O infectologista é o especialista habilitado para:

  • Confirmar o diagnóstico: Diferenciar o herpes de outras infecções sexualmente transmissíveis ou dermatites que podem se parecer muito com ele e que teriam tratamentos completamente diferentes.
    Também é importante diferenciar quadros de herpes simples da herpes zoster – que são vírus muito diferentes e demandam tratamentos diferentes.
  • Personalizar o tratamento: Adequar precisamente qual medicação, em que dose e por quanto tempo deve ser utilizada, conforme cada caso.
  • Avaliação e acompanhamento psicológico: O impacto do diagnóstico pode afetar a vida sexual e emocional. E o abalo emocional é fator de risco para surgimento de mais lesões. Então, o suporte médico oferece um ambiente seguro para tirar dúvidas e faz com que o paciente saiba que está fazendo o tratamento do jeito certo, o que dá tranquilidade e segurança.
  • Investigar a imunidade: Se está tendo manifestações da doença, isso pode significar alguma alteração na imunidade, seja deficiências de vitaminas, alteração hormonal, infecções ou doenças crônicas cuja existência era desconhecida ou redução de células de defesa. O infectologista solicitará os exames necessários para que isso seja investigado da melhor forma possível.


Atenção: Nunca trate feridas na região genital ou labial com pomadas e remédios “caseiros”. Isso pode agredir e irritar a pele, piorar ou mascarar quadros que precisam de atenção.

Medidas de prevenção: protegendo você e o próximo

Algumas atitudes simples fazem toda a diferença:

  • Evite contato com outras pessoas quando sentir o formigamento ou visualizar lesões em você ou na outra pessoa.
  • Uso de preservativos: Diminui significativamente o risco, embora não proteja 100% caso a lesão esteja fora da área coberta pela camisinha.
  • Mantenha hábitos saudáveis no dia-a-dia: Uma rotina de sono adequada, atividade física regular e uma boa alimentação fortalecem seu sistema imune.
  • Alimentos e suplementos: Sabe-se que alimentos ricos em arginina estimulam a replicação viral enquanto que alimentos e suplementos com L-Lisina ajudam a conter o vírus e sua recorrência.
  • Higiene: Lave bem as mãos após tocar em qualquer região afetada para evitar que o vírus se espalhe para outras partes do corpo, como os olhos.

Em consulta com comigo, eu revisarei toda a sua rotina, seus hábitos de vida e dará todas as orientações sobre o que fazer, como ajustar a alimentação e suplementação de forma específica, para conter os quadros no longo prazo, de forma sustentável. Assim, você não ficará dependente de remédios e terá qualidade de vida.

Você não precisa conviver com a dor

Ter herpes não é uma punição ou castigo. É uma condição médica que exige ciência, empatia e manejo clínico correto para ser resolvida.

Se você está sofrendo com crises recorrentes ou tem dúvidas sobre o diagnóstico, saiba que existe um caminho para o controle.

Estou a disposição para analisar o seu caso individualmente, com privacidade, traçar o melhor plano de tratamento e oferecer o suporte necessário até que resolvamos de vez o problema.

Agende uma consulta e vamos cuidar da sua saúde de forma integral, para que você recupere sua imunidade e retome o controle da sua vida com tranquilidade.

mãos dadas
Viva leve, sem medo de contato

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